terça-feira, 21 de setembro de 2010

Em busca do auto-conhecimento


Há vários anos, a Praça da República também é conhecida por ser um local que abriga muitos hippies. Essas pessoas pertencem a vários lugares do Brasil e do mundo. Quando passam por Belém, têm a Praça como um dos principais pontos de encontro da tribo. Os domingos na República são muito proveitosos, pois esse é o dia em que eles também expõem e vendem seus trabalhos artesanais, uma das principais fontes de renda desses hippies.

O hippie e terapeuta alternativo, Aluisio Mota diz que ser hippie é ter liberdade com discernimento. “Muita gente pega o gancho do movimento que nasceu nos anos 70, onde naquela época, o hippie era um anarquista. Nos dias atuais ser hippie é uma opção de vida. É optar por quebrar padrões e sempre ajudar ao próximo. É ter algo na vida, ter o próprio trabalho, como os artesanais que nós desenvolvemos”, afirma Mota. Para o terapeuta, por mais que a maioria tenha uma ideologia socialista, querendo ou não, eles acabam se inserindo no capitalismo, pois eles precisam vender e lucrar com os artesanatos. É disso que a maioria vive.

Apesar da maioria dos hippies usarem drogas, segundo Aluisio, não há associação do movimento a isso. Enfatiza ainda que existe um certo preconceito por parte dos hippies que usam com os que não usam drogas. O terapeuta afirma com revolta que já foi vítima de preconceito entre os hippies por não usar nenhum tipo de entorpecente. “Esses hippies só querem saber de bebidas e de drogas. Muitos não vivem a essência, a filosofia. Até pra você ser um hippie de verdade, você precisa ter uma formação acadêmica. Além de eu ser terapeuta alternativo, também sou jornalista”, diz. Mota finaliza deixando uma mensagem para todos. “Romper limites, quebrar padrões e mergulhar no ‘desconhecido’ em busca de si. Somos um diante de um todo. Componha, cante e dance a música que toca seu ser”.

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