domingo, 26 de setembro de 2010

Apaixonados pela Idade Média


Eles adoram arquiteturas e lugares antigos como cemitérios, catedrais e castelos. Usam roupas pretas com traços medievais e maquiagem pesada. Os góticos chamam atenção por onde passam aqui em Belém. Eles afirmam ter adoração pela morte como se ela fosse uma evolução, o início de algo. A subcultura gótica que surgiu nos 80, a partir da cultura dark, também se faz presente nos domingos da Praça. Mas por que ir à República, já que eles preferem lugares com perfis diferentes?

A estudante Sara Silva, mais conhecida como Bruxinha, pois é pelo apelido que eles gostam de ser chamados, diz que em Belém há muitos lugares em que eles são vistos de maneira preconceituosa. Por não terem religião, os góticos são geralmente ateus ou cultuam ao anticristo e ao satanismo. Apesar de gostarem de arquiteturas antigas de igrejas, a entrada deles no local é proibida. “É na Praça que nos sentimos mais à vontade, pois é um lugar livre de qualquer preconceito e onde nos sentimos mais aceitos. Em outros lugares as pessoas nos olham como se fossemos esquisitos”, afirma Bruxinha.

“Ao chegarmos na Praça da República, o nosso principal ponto de encontro é ao lado do Teatro da Paz, devido à sua arquitetura que nos chama muita atenção”, declara o estudante Cássio Silva, conhecido como Chucky. O jovem diz que lá eles sempre combinam para irem a bailes góticos com outros da tribo. São festas que só começam a partir da meia-noite e que possuem um ambiente bastante vampiresco. Eles têm como principais representantes musicais as bandas: Bauhaus, precursor do estilo musical gótico; The Sisters Of Mercy; e finalmente The Cure, cujo vocalista iniciou com o estilo de maquiagem e cabelo gótico.

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